7 de julho de 2017

Algures por Portugal #1

Hey cutxis!
O meu amor por Portugal é muito e adoro conhecer o país, mas isso não é novidade. A novidade é esta rubrica, Algures por Portugal, que pretende reunir a história dos locais que visitei e as melhores fotografias que tirei. 
Começamos com a Pia do Urso, encontra-se na Serra de São Mamede entre Batalha e Fátima. A sua maior caraterística são as casas em pedra e madeira. Há uma rota de percurso pedestre que faz o caminho até à Pia onde o urso bebia água, daí o nome da localidade. Fui com amigos que também gostam de caminhar e acabámos por fazer esse percurso.

Todas as fotografias são da autoria de Lu Savala Pictures!

Este percurso é acompanhado de momentos de leitura em braille, sendo que  desta maneira todos podem desfrutar o máximo deste percurso. 
Um dos pontos mais positivos deste percurso são os repuxos aos longo do caminho. Fui num dia de bastante calor e a nossa água acabou por ficar quente, foi essa a maneira que usámos para nos refrescar. Uma boa iniciativa!


Ao longo do caminho podem-se encontrar vários animais carateristicos da zona e reproduções de materiais usados antigamente, exemplo disso é a nora da fotografia acima. 
Também há parques de piquenique e jogos de entretenimento para crianças, sendo que enquanto as crianças se divertem os adultos podem optar por explorar mais um pouco ou descansar à sombra.


 

É um local muito bonito para fotografias, não deixem as máquinas em casa. Aproveitem e registem toda a caminhada!


E o grande momento é quando chegam à Pia do Urso e encontram uma reprodução de um urso. Claro que fomos logo ter com o amiguinho e tirar umas fotografias com ele. Deixo as mais engraçadas! 


Um bom passeio para aproveitar em família e para os mais novos se divertirem, caminhando um pouquinho.
Por hoje é tudo,
Beijinhos nas bochechas*

1 de julho de 2017

A caloira tenta compreender a faculdade

São duas da manhã e continuo sem dormir, só mais uma noite igual às cinco anteriores. Voltas e mais voltas, refresh no instagram e nada de novo. São horas de dormir e vagueiam-me pensamentos das situações mais abstratas. Tento negar a ansiedade que me persegue, mas é inevitável. Acabei o segundo ano, vou entrar num projeto novo e daqui a menos de três meses vou para o último ano de estudos. 
Vim duas semanas a casa e voltaram todos hábitos anteriores. Não, eles não desapareceram, apenas ficaram guardados numa gaveta para que as saudades não atacassem com  tanta facilidade. Foram quinze dias com comida da mãe, com mimo do pai e com a chata, que tanto adoro, da mana. Foi o acordar cedo para preparar o almoço e passar horas a ler. Foi matar saudades de amigos que já não via ao tempo e a típica festa de terrinha. Duas semanas em que desliguei o modo Leiria e aproveitei Idanha. Duas semanas de carregar baterias e fingir que ainda sou uma adolescente de férias.
Mas não, não sou essa adolescente de há uns anos e volto amanhã para a minha casa. Aquela que de eu tanto gosto e que já tenho saudades. Volto aos hábitos dos últimos dois anos, às idas ao café a qualquer hora da noite e aos passeios sozinha pela cidade. Porém (esse maldito que estraga todas as histórias felizes), vão haver novos desafios e vou ter derrubar barreiras. E tenho medo, outra vez. E saudade. E preciso de todo o mimo que Idanha me dá. 
Mais uma vez a mala vai ser feita à última, quase que a evitar o inevitável. Quero levar tudo comigo: os livros que sei que não vou ler, mas pode apetecer, os vernizes que só uso no inverno mas pode apetecer usar agora, todos os legumes e frutas que o pai traz, e até o queijo pondero porque sei que vou querer comer e depois não há. 
Dois anos fora de casa e parece que custa cada vez mais dizer "adeus, até à próxima". Dois anos e continuo a dormir a viagem toda porque já sei que vou ficar a pensar sobre a vida e vou metade do caminho a chorar. Dois anos e cada vez mais vontade de descobrir o mundo e saber o que por aí há. Dois anos e eu só quero mais um beijo de bom dia ou um ralhete por fazer algo que eles não gostam. Dois anos e eu continuo a acordar durante a noite e a querer a minha irmã ao meu lado. Dois anos e sei que a contagem vai continuar, mas não impede que as lágrimas não escorram na hora da despedida.